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    O BAIXO CLERO

    O BAIXO CLERO

    Rapaz, me dá pena quando há consenso de xingamento pra cima de um deputado do baixo clero. Adoro o pessoal do baixo clero. Adoro os discursos deles. Ligo, vejo, dou risada. E entendo eles. Eles e os seus discursos e os seus atos.

    Vai que o Roberto Da Matta, antropólogo afamado, escreveu no jornal Globo esculachando com o cabra  que falou: “tou me lixando para a opinião pública.”

    Comparou ele com um professor que se lixasse para os seus alunos ou com um médico que se lixasse para os seus pacientes.

    Discordei.

    Eu, apreciador de todas as burradas, jequices e malandragens desses deputadozinhos quase anônimos, entendo que ele entende assim: "Opinião Pública é aquela dos jornais e das tvs e do povo-cabeça. A Opinião que me interessa é do pessoal da minha base."

    A base é uma paroquiazinha onde ele convive com umas remelas interioranas espalhadas em alguns municípios, bairros e distritos, se ajusta com um e outro prefeitinho, com uns vereadores e deputados estaduais, se liga a pastores ou padres, atende umas creches, faz discurso numa rádio que ninguém a não ser o povo daquela cidade ouviu falar, consegue encascalhar uma estradinha, doar uma kombi para uma associação, quebra galho em defesa de alguns comerciantes, fazendeirões e fazenderinhos, abre um posto de saúde, uma agência da Caixa ou posto do BB, ajuda numa obras, num rodeio, apresenta rapazes e moças para alguma possibilidade de emprego, faz lobbie numa empresa para captar recursos para algum projeto municipal seja de grupos culturais, ambientais, assistenciais, leva vereadores e prefeitos para um seminário, e um tanto de outras miudezas, mistura bondade e sacanagem.

    Aí eles chegam no Congresso e a opinião publicada diz que são obrigados a pensar em projetos nacionais, ajustes internacionais, LDOs, aprovação de medidas do governo, mais isso e aquilo.

    E fazem o quê?

    "Me dá o meu, pra mim e pra minha paroquiazinha, e voto no que vocês quiserem".

    Negocia.

    Os mais espertos enricam, outros, que não conseguem compensar sua paróquia, ficam um mandato só, desaparecem.

    Vendo o noticiário, a opinião publicada, parece que todo político fica rico, com a vida feita e pode mesmo se lixar pra sociedade.

    Pode, não.

    Cada 4 anos tem que correr atrás de voto.

    E voto custa caro, rapaz. Custa obra, benefícios, contatos demais, conchavos, discursos, atuação pra base, adulação e atendimentos aos caciquinhos paroquiais, um empreguinho aqui outro ali.

    São estórias impagáveis que cada cabra do baixo clero tem.

    Mas são eleitos.

    E o judiciário que não é eleito?

    E o STJ que nunca condenou ninguém. Devia ser STS = Supremo Tribunal de Soltura.

    Camarada nomeado pra lá faz mais cocô num ano do que um deputadinho do baixo clero na vida inteira.

    Bom, talvez haja aqui algum exagero.

    Mas xingar deputado é bom demais, não é?

    Dá boas manchetes, boas matérias, boas chamadas na tv, gera umas revoltas.

    Revoltar é outra coisa boa, é ou não é?

    O Congresso está se lixando para a Opinião Pública!

    É assim que ficou estampado depois do que disse o deputadinho.

    E tome revolta. Desde a cara de nojinho treinado dos apresentadores de TV.

    Mas eu acho que quem representa mesmo o voto popular é o deputado do baixo clero. Podem apedrejar (literariamente), mas acho.

    Ele não tem espaço na mídia corporativa que nem o Mercadante, o Suplicy, o Temer, o Sarney e mais um tanto de cobra criada.

    Ele só conta com sua base.

    Só aparece na mídia quando esmaga os bagos do politicamente correto ou se mete numa enrolada qualquer.

    Ele tem base.

    Cobra criada - os cabeças coroadas - não tem base, tem é poder eleitoral, não pedem voto em cidadezinhas, distritos, bairros.

    O cabra do baixo clero tem base, sim.

    E tem que ficar esperto senão a base se larga dele.

    Ele não se lixa para a sua base.

    Ele se lixa para a Opinião Pública, esta que conhece o Sarney, o Temer, o Mercadante.

    Não dá pra comparar o professor se lixando para seus alunos com o deputadinho que se lixa para a Opinião Pública.

    Não é assim, não, Da Matta.

    Ele é justamente o professor que não se lixa para os seus alunos, pelo contrário, ele é o vendedor que só se lixa para os seus clientes. Os outros são  "a opinião pública".

    Paz e bom humor, malandragem.



    Escrito por walmir às 13h59
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    As emoções da gripe suína

    As emoções da gripe suína

    Esta terrível pandemia dizimou, até agora, mais ou menos 10 pessoas. Três mil casos comprovados, 10 óbitos. Mortalidade de 0,3%.

    Penso: cura-se desta gripe até sem tratamento.

    Desde que foi detectada a terrível pandemia, morreram mais pessoas em Belo Horizonte vítimas tropicão na rua. Tropicão mata mais do que gripe suína.

    Malária, que é doença de pobre, mata um milhão de viventes humanos todo ano.

    Mas a televisão não se cansa dela. Meu enteado ficou doidaço porque gripou depois de abraçar um amigo que chegou de Cancum. O São Paulo vai passar pra outra fase da Libertadores sem precisar jogar com time do México.

    Agora olha só um outro lado, noticiado pelo Washington Post domingo passado em reportagem de Steve Fainaru.

    Diz que lá no México, em Lá Glória, estado de Veracruz, tem umas enormíssimas lagoas e merda e mijo de porco criadas pelas Granjas Carroll de México, dona das fazendas de porcos - e subsidiária da Smithfield Foods, com sede no estado da Virgínia – e cujos dirigentes negaram-se a falar. A gripe infectou 616 pessoas por lá e aquela região virou-se no centro da crise da gripe suína.

    Pois o Steve contou que há anos o pessoal das comunidades onde estão as fazendas reclamam do efeito das lagoas de merda e mijo de mais de um milhão de porcos sobre os lençóis freáticos da região.

    Diz o Mauro Santayana – no Jornal do Brasil - que as Granjas Carroll foram expulsas da Virginia e Carolina do Norte, devido aos danos ambientais que causavam e se mudaram para o México por conta de um desses tratados de livre comércio.

    O povo anda protestando desde 2007. Fazem umas manifestações e a Smithfield/Carroll bota a polícia local em cima dos manifestantes, alguns são processados e tal. Um pequeno fazendeiro de 66 anos contou ao Post que foi obrigado a vender sua plantação de milho para pagar advogado.

    Advogado também aproveita, é ou não é?

    A empresa cria os porcos em pocilgas padronizadas onde os bichos se alimentam, movem-se pouco, crescem, cagam e mijam até que, bem gordinhos, são mortos e viram alimento.

    Nesse tempo, mijo e bosta seguem para lagoas a céu aberto do tamanho de dois campos de futebol. A empresa diz que não vazam de jeito nenhum, mas o povo de lá contesta.

    Queixam-se há anos de doenças de pele, inflamação de garganta e outras pragas. As “lagoas” soltam um fedozão que faz as pessoas se sentirem tão mal que nem dão conta comer. Dezesseis fazendas da empresa produzem, de acordo com ela mesma, um milhão e 200 mil porcos por ano.

    E o negócio dá bom dinheiro porque, do dia pra noite, pode surgir uma nova fazenda perto das casas de moradores da região. O fazendeiro Fausto Limón, plantador de soja e milho, contou: “Nunca pensamos que iriam criar uma aqui perto, mas vieram. Então demos de vomitar, ter dores de cabeça, lacrimejar. Tivemos de sair à procura de outro lugar, longe daquele mau cheiro”.

    E vem a praga dos cachorros que comem os restos de porcos mortos perto dos abatedouros. Fico lembrando do antigo Matadouro Municipal de Belo Horizonte, extinto há muitos anos e que deu nome ao bairro onde estava. O mau cheiro, urubus, cachorros. Eram cenas da Idade Média, rapaz.

    Segundo o Post “as autoridades de saúde não encontraram conexão entre as granjas de criação de porcos e a gripe suína”.

    Nunca encontram.

    A Organização Mundial da Saúde – pode que por pressão das multinacionais de carne suína – mudou o nome da terrível pandemia. Gripe A, em vez de gripe suína.

    Diz que um prefeito da região atingida pelas lagoas disse que “Para desfazer o mito, ou mesmo para reconhecê-lo como realidade, precisamos de mais estudos”.

    Pouca vergonha, não é?

    Eu só não entendo por que essa terrível pandemia que dizima menos que tropicão tem tanto espaço na mídia corporativa.

    fonte:Carta Maior
    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15984

     



    Escrito por walmir às 13h42
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