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    CHATICE SOBRE LULA

     

    CHATICE SOBRE LULA

    Não vejo filmes que retratam a vida de famosos.

    Filmes sobre Ghandi, Pelé, Charles Chaplin, Guevara, Dalai Lhama ou que revelam a vida de quaisquer pessoas ilustres são chatos, me dão preguiça.

    Até sobre Jesus Cristo.

    Em geral, só fazem exaltação.

    Faço ressalva quando envolvem fatos e vidas como, por exemplo, a do jovem bandido de Ônibus 174 onde o diretor José Padilha lança imagens de arquivo e entrevistas sobre um seqüestro na zona sul do Rio ocorrido em 2002 e conta, em paralelo, a vida do seqüestrador.

    Mas olhem só a diferença: ali ele está contando é uma terceira estória – a do Brasil violento e injusto - que se estrutura a partir da história real dos arquivos e da história de vida do bandido.

    Está fazendo boa ficção, arte.

    Não está gigolando a fama de ninguém.

    Das louvações quero é distância.

    Melhor um documentário distante delas, embora muitos não mantenham nenhuma distância.

    Pegar a vida inteira ou parte da vida de um cabra que todo mundo conhece e fazer melodrama é bobice, falsificação de neguinho cascateiro, coisa de puxa-saco esperto.

    O filme sobre Lula não me dá menor vontade de ver.

    Quisessem um trabalho bacana fariam um documentário com larga pesquisa e recursos de docuficção tão freqüente nas tevês quando ilustram com atores um fato real.

     



    Escrito por walmir às 13h08
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    BOCA SUJA

    BOCA SUJA

    Entrei num boteco na rua Sergipe, perto da praça da Liberdade, mor de comprar um isqueiro. A moça do caixa esperava o pagamento de um rapaz, motoboy, mulato, capacete debaixo do braço. Ela bonitinha, mulata nova, rosto sério. Ele contou a grana, uma nota e um punhado de moedas.

    __ Tá aqui. Dois e noventa.

    Aí veio o susto. Na maior tranquilidade a moça do caixa replicou:

    __ Vai p'a puta que pariu. É três pau.

    O rapaz não se alterou:

    __ Dois e noventa, não tenho mais.

    __ Não tem mais é o caralho. Se vira. Três pau.

    Ele nem se deu ao trabalho de responder. Saiu sem pagar os dez dentavos faltantes e ela registrou o dinheiro recebido, contrariada um instante. Quando me atendeu já não carregava contragosto na face jovem.



    Escrito por walmir às 16h39
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    PIB

    PIB

    O PIB mundial (Políticos, Investidores e Banqueiros) vai se reunir em Copenhague para tratar do aquecimento global.

    Se acharem um modo de os mais fortes ganharem, saí alguma coisa.

    Se não, sairá um protocolo de boas intenções.



    Escrito por walmir às 17h54
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    LULA E CAETANO

    LULA E CAETANO
    O querido maluco Zé Celso escreveu sobre a querela de Caetano com Lula. É artigo político mesmo, em grandeza e profundidade. Vale a pena ler e refletir. Abraço, mestre Zé.
    Por José Celso Martinez Corrêa
    Fonte: O Estado de S.Paulo
    Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto. 

    Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

    Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

    Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

    Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

    Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

    Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

    Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

    Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, Lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

    Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

    Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

    Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

    Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

    A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

    Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

    Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

    "Vício na fala 
    Pra dizerem milho dizem mio
    Pra melhor, dizem mió
    Para telha, dizem teia
    Para telhado, dizem teiado
    E vão fazendo telhado"

    SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!


    Escrito por walmir às 15h57
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    SACANAGEM COM AS PUTAS

    SACANAGEM COM AS PUTAS

    Deram mesmo de perseguir as moças que usam saias curtas.

    Subindo avenida Afonso Pena, entre rua Pernambuco e Brasil, havia um belo abrigo no ponto de ônibus. Linhas 4103, 4108.

    À noite as putas faziam "ponto" lá.

    Eu descia do trabalho para pegar o ônibus Aparecida/Mangabeiras, linha 4103, e dava com elas. Três ou quatro, não mais. Nem sempre as mesmas. Alegres. Os carros paravam, negociavam, iam com o freguês ou voltavam ao ponto. Acenavam para os motoristas de ônibus, de táxi lotação. Eram bem conhecidas.

    Eu gostava de encontrá-las. Não me incomodavam, cumprimentavam. Às vezes faziam comentários sobre economia: "fim de mês é ruim, dinheiro curto, ninguém recebeu ainda". Conheciam o trabalho: "melhor dia é segunda-feira. Fim de semana, domingo principalmente, nem adianta vir."

    Pois não é que a prefeitura arrancou o abrigo daquele ponto?

    Cheguei lá esta semana e cadê? Sós buracos na calçada e o poste com a placa de parada.

    E nenhuma das meninas.

    Imagino que alguém - vizinhança - tenha se queixado e as autoridades entenderam que tirando o abrigo, tiravam as meninas de lá.

    E deu certo. Pra quem se queixou.

    Eu não gostei. Achei sacanagem com as putas.

    A perseguição às moças de saias curtas pulou da universidade pra a rua.



    Escrito por walmir às 11h09
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    A FORÇA DOS BLOGUES

    A FORÇA DOS BLOGUES
    (10/11/2009 12:20)

    Pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi que ouviu 2,5 mil pessoas e teve seu resultado publicado no Meio Mensagem desta semana reforça a tese insistentemente defendida aqui.

    O levantamento mostra que a principal fonte de informação do brasileiro ainda é a TV com 55,9% da preferência dos entrevistados, mas o segundo já são os sites de notícias e blogues, com 20,4%, um resultado fantástico para um tipo de comunicação que ainda não chegou à adolescência.

    E mais fantástico ainda porque é o dobro do público que se informa por jornais impressos, preferidos de 10,5%. E quase três vezes mais do que o rádio, com 7,8%.

    Não pensem, porém, que a força da internet se resume à força de sites e blogues. As redes sociais já contam 2,7% da preferência dos pesquisados como fonte primeira de informação, estando à frente dass versões online dos jornais, 1,8%, e das revistas impressas, com 0,8%. Um

    Em relação à credibilidade, os sites e blogues jornalísticos também ocupam boa posição. Neste quesito, o rádio está em primeiro lugar com nota média de 8,21 e os sites e blogues jornalísticos estão um centésimo atrás com 8,20.

    Só depois aparecem TV, 8,12, jornais online, 8,03, jornais impressos, 7,99, revistas impressas, 7,79, redes sociais, 7,74, e revistas online, 7,67.

    Há alguns dias escrevi aqui que não se pode mais denominar de grande mídia os jornais diários brasileiros, dada a irrelevância das tiragens que têm. Esta pesquisa só reforça a tese de que cada vez mais brasileiros estão formando sua opinião de forma horizontal, a partir de espaços onde não são apenas espectadores, mas também analistas e produtores de informação.



    Escrito por walmir às 10h51
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    Mercadoria de sangue

     

    MERCADORIA DE SANGUE

    Um helicóptero foi derrubado por bandidos no Rio de Janeiro. Morrerem três policiais.

    Em resposta o estado saiu à caça dos responsáveis e, até onde sei, já mataram cerca de 40 marginais ligados ao tráfico de drogas. Três foram presos.

    É um dado curioso: três detidos e quarenta abatidos.

    O estado não procurou deter os criminosos, julgá-los. Procurou matá-los.

    E assim será.

    Um dos chefes do tráfico está sendo caçado. Diz o estado que partiu dele a ordem para derrubar o helicóptero. A televisão, braço do estado, mostrou seu retrato de criminoso várias vezes.

    Está marcado para morrer.

    Quando ele for morto o episódio será encerrado.

    A vingança terá sido feita.

    Os policiais voltarão ao labor de fiscalizar excessos do tráfico e receber sua parte, os políticos à sua rotina de intrigas, os intelectuais a propor medidas sócio-educativas e urbanização de favelas, as ONGs a suprir gente pobre com dancinhas, teatro e música, as classes média e alta a cheirar pó e os traficantes a supri-las.

    O estado fala de sua inteligência policial. Rastreamento de celulares, câmeras, monitoramento de pontos de venda de drogas, treinamento de policiais e aumento de contingente.

    A televisão mostra o aparato tecnológico-policial que deixa telespectadores embevecidos.

    Alguns chefões transformam as prisões onde cumprem pena em seguro quartel de onde comandam operações.

    Alguns pequenos traficantes são presos, torturados.

    Há indulgência para com a tortura.

    Milhares e milhares de negros e pardos e alguns brancos mercadores de droga são mortos todos os anos pela polícia e em lutas intestinas.

    Os consumidores ricos aspiram e fumam em lazer e festas a mercadoria de sangue.

    Alguns morrem por overdose. Uns poucos, célebres, deixam de usá-la e se transformam em exemplos edificantes para a sociedade.

    E todos concordamos que os bandidos devem mesmo ser tratados a bala.

     



    Escrito por walmir às 12h26
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    BOA RESPOSTA

    BOA RESPOSTA

    Perguntada sobre o que os filhos e netos achavam de sua agitada vida noturna de baladeira inveterada, a octogenária respondeu:

    __ Eu não sei. E sabe por quê? Nunca perguntei pra eles.



    Escrito por walmir às 15h20
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    A NEUTRALITDADE JORNALÍSTICA

    O Jânio de Freitas fala do ativismo político da mídia, da isonomia e da neutralidade do noticiário. E clama por um Conselho para arbitrar o tema.

    Mano, são apenas negócios. A grande mídia  é negócio caro.

    E mídia o que é?

    Informação.

    Mas informação começou chegar  de graça às pessoas. Tomo por mim: faz muito tempo que não compro um jornal de papel, uma revista. Olho nas bancas os tristes fardos - antes tão cobiçados - com um pouco de nostalgia e até culpa.

    Pequenos anúncios - grande fonte de receitas antigamente -  são melhores na internet do que no papel.

    Anúncios de shows, teatro, eventos, lançamentos encontraram a rede. E nela se expandiram.

    Inúmeras empresas vendem, compram, anunciam, contratam, pesquisam e se comunicam 24 horas/dia com seu público através da internet.

    Todas as grandes empresas utilizam-se dela fortemente.

    O fato determinante é o seguinte: não se pode mais cobrar por informação. 

    Diante disso, a grande mídia foi obrigada a colocar suas matérias na rede gratuitamente.

    O que ela tinha para vender não pode mais ser vendido.

    Então, como ganhar dinheiro com ela?

    Responde-se: negóciando o próprio caráter da informação.

    Alguém, por exemplo, pagou de alguma forma por "Dilma x Lina Vieira".

    Vende-se a notícia instrumentalizada, sua ênfase, sua repetição.

    Informações são repetidas como anúncios.

    "Tratamento igualitário" é tolice.

    Receberá melhor tratamento quem pagar melhor.

    "Tratamento igualitário a empresas, negócios?

    Terá boas referências, matérias simpáticas, melhores e mais repetidas quem mais pagar.

    Não é possível nesse nosso tempo mais nenhuma neutralidade na grande mídia - antes havia certa tentativa.

    Bobagens estas súplicas por ética jornalística, tratamento igualitário a candidatos por exemplo.

    Não adianta legislar sobre isso.

    É ridículo, até.

    São apenas negócios.

    Aconteceu como consequência: a informação gratuita acossou a informação paga.

    Quando não se pode cobrar pela informação, tem-se que cobrar pelo seu caráter.

    E há milhões de pessoas escrevendo de graça na rede, informando, criticando, debatendo.

    Como a grande mídia está reagindo?

    Vendendo informação não para os seus leitores, mas para os que pagam por ela.  Ela negocia com seus clientes a partir do número estimado de seus leitores.

    E esta nova "função" que tinha poucos críticos passou a ser debatida, criticada.

    É que com o desenvolvimento da internet surgiu uma nova classe de jornalistas informadores: Os que escrevem de graça na rede, "jornalistas de uma livre atividade  de informação".

    E muitos desses "jornalistas não pagos" são melhores em estilo e profundidade do que os jornalistas pagos. Têm redes de leitores e seguidores mais fiéis e mais qualificadas que jornalistas e jornais pagos.

    Hoje, o que a grande mídia está buscando são outros meios de ganhar dinheiro com informação. Para isso está moldando a informação a gosto do cliente. Aproxima-se do que antes se chamava  "matéria paga".

    Os jornalistas não pagos  criticam este modo de ganhar dinheiro com a informação, e o mesmo acontece com  algumas vozes isoladas dentro da grande mídia.

    Lamentam a falta de neutralidade.

    Não terá consequências esse lamento. Seria como lamentar o desejo humano de lucrar, ganhar dinheiro. A grande mídia continuará vendendo não mais a informação, mas o caráter de informação.

    Já a informação revirada e dissecada está vindo e virá, cada vez mais, dos "jornalistas não pagos da rede".

    Eles (nós), por seu lado, também tratam a informação a seu modo, instrumentalizam.

    Mas eles são o que são.

    Têm (temos) a tendência de seu gosto, cultura e ideologia.

    Mas não ganham (ganhamos) dinheiro com isso.

    Fazem (fazemos) porque são cidadãos se expressando e compartilhando opiniões.

    Não estão (estamos) amarrados à hipocrisia das neutralidades.

    Não somos neutros.



    Escrito por walmir às 12h43
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    MÍRIAM LEITÃO, RICARDO NOBLAT E OS GOLPISTAS DE HONDURAS

    Abaixo algumas pérolas dos dois grandes jornalistas abrigadas (asiladas?) em seus respectivos blogs, flertando com os golpistas de Honduras.

    MIRIAM LEITÃO http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

    • O Brasil tem toda razão de estar indignado em defender e de defender a democracia e as liberdades democráticas em Honduras. Mas (...) Por que o Brasil não fez a mesma coisa quando o governo Hugo Chávez fechou emissora de televisão e rádio na Venezuela? Por que não fez a mesma coisa na Argentina, que acabou de invadir o jornal Clarín com 200 policiais da Receita Federal claramente pressionando a liberdade de imprensa.
    • O Brasil está em uma situação complicada e ambígua. Tem um hóspede que não é um asilado político e que não respeita as leis que instituem asilo político. O Brasil não reconhece o governo de Honduras e afirma que não aceita ultimato de golpistas. Então a Embaixada do Brasil é uma representação junto a quem?
    • O presidente deposto Manuel Zelaya é um Cavalo de Tróia na embaixada, colocado por Hugo Chávez. O Brasil deveria pedir ajuda internacional para tirá-lo de lá, fechar a embaixada e ir embora do país.
    • Esta semana foi marcada pela operação na Embaixada do Brasil em Honduras, com a volta do presidente deposto Manuel Zelaya. Ele está fazendo da embaixada um centro político, para o constrangimento do Brasil.
    • Manuel Zelaya é o presidente eleito, mas cometeu muitos erros também. Zelaya se preparava para desrespeitar o Supremo, o Congresso, a Constituição iniciando consulta sobre um terceiro mandato. (Miriam, minha musa, em Honduras não há nem segundo mandato)

    RICARDO NOBLAT http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

     

    • O Brasil, como admitiu, ontem, o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, é agora o guardião da democracia hondurenha. Quem lhe conferiu tal papel? Isso é ou não interferir em assuntos internos de outro país? 29.9.2009 | 17h56m
    • A volta de Manuel Zelaya a Honduras foi classificada pelo representante dos EUA na OEA de “irresponsável e tola”, e com razão. 29.9.2009 | 8h03m
    • Ainda se levarmos em conta a improvável versão brasilei-ra de que Zelaya “materializou-se” na Embaixada do Brasil, é lamentável que Brasília se deixe enredar em armadilhas chavistas. 29.9.2009 | 8h03m
    • Micheletti vai rever estado de sítio. (Aqui Noblat virou-se em porta-voz do golpista29.9.2009 | 6h41m
    • Deputado por três vezes de 1985 a 1998, Zelaya foi ainda ministro de Investimento Social antes de se candidatar à Presidência. Como presidente, promoveu políticas assistencialistas, mas não conseguiu conter a alta dos preços ou o tráfico de drogas como prometera. (...) Entre as polêmicas e os rumores despertados no seu governo, há quem o acuse de ter feito vista grossa — ou mesmo de estar ligado — aos pequenos aviões que pousam no país como escala na rota do tráfico internacional. 29.9.2009| 6h35m
    • De duas, uma: ou faltou coragem a Lula para dizer algo do tipo “ninguém empurra nada goela abaixo do Brasil” e negar hospedagem a Zelaya, ou ele concluiu rapidamente que seria uma boa virar um dos protagonistas da crise hondurenha. (...)Zelaya transformou a embaixada do Brasil na casa da mãe Juanita. 28.9.2009 | 8h03m  
    • Provocado pelo Brasil, o Conselho de Segurança da ONU condenou o cerco à nossa embaixada e exigiu que ele seja interrompido de imediato. Não foi interrompido e nada indica que será. O Conselho não chamou de golpista o governo Micheletti. Não cobrou a volta ao poder de Zelaya. Não ameaçou intervir em Honduras com o despacho de tropas.  25.9.2009 | 18h32m
    • A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de "república de banana", só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez. (Merval Pereira) 25.9.2009 | 9h18m
    • Honduras – Zelaya conchava dentro da embaixada (brasileira) 25.9.2009 | 6h35m
    • Lula, leva essa mula. (Título do post) 24.9.2009 | 16h34m
    • Concordo: é difícil acreditar que o presidente deposto de Honduras, Manoel Zelaya, tenha se materializado  diante da porta da embaixada do Brasil em Tegucigalpa e pedido para entrar. E que a chegada dele ali tenha sido uma surpresa para Lula, o ministro Celso Amorim e o coitado do único funcionário de carreira do Itamaraty de plantão no local. 24.9.2009| 15h03m
    • Ele (Zelaya) teve tudo para passar à História como um novo Hugo Chávez, presidente da Venezuela e seu mentor. Era histriônico, populista e alimentava o sonho de se perpetuar no poder. Afrontou a Constituição do seu país ao pretender consultar o povo sobre a reeleição de presidente da República. Foi preso e remetido para o exílio. 23.9.2009 | 17h25m
    • Na ausência do embaixador que deveria tê-lo recepcionado, o "asilado", “protegido”, “abrigado” ou “aloprado” passou a despachar muito à vontade em seu gabinete do segundo piso do prédio. 23.9.2009 | 17h25m
    • Zelaya é um "abrigado" que ocupou a embaixada brasileira na companhia de 60 partidários.  E que a transformou em um escritório político. 22.9.2009 | 20h36m
    • Defina a condição do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya que está desde ontem na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Trata-se de um asilado? Um abrigado? Um hóspede? Um infiltrado? Um acampado? Para isso use o espaço de comentário desta nota. 22.9.2009 | 19h 


    Escrito por walmir às 12h45
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    HAMBRE

    HAMBRE

    Blog de Leonarda http://leonarda.hondublogs.com/

    jornal El Heraldo – Honduras – 22/set

    Muita gente que havia ficado sem alimentos pôde comprar nos supermercados, mas grande parte da população se queixou da falta de dinheiro para adquirir produtos básicos. Grande parte do povo vive do “dia a dia”, compra o pouco que consome no dia ou vive do pouco que vende – essa é a realidade de Honduras, um dos países mais pobres e desiguais da América Latina.

    Outras pessoas ficaram sem medicamentos, sem água e outros insumos, porque a ampliação do toque de recolher por mais de dois dias consecutivos foi uma ação excessiva. Nos bairros, as pessoas têm desafiado tal medida e saído às ruas para protestar. “Isso significa que a Resistência já não tem somente cabeça, mas corpo, porque já há organização de bairro”, disse Marvin Ponce, deputado da Unificação Democrática, um partido da oposição.

    Este é um toque de recolher sem precedentes no país, mas nos bairros as pessoas têm demonstrado capacidade de organização, mas a ação da polícia foi brava, violenta, agregou Ponce.

    O que se vive no país é uma loucura, indicou o deputado, e advertiu que se o toque continuar “a situação se tornará incontrolável” e de fato, o Movimento de Resistência, anunciou que as ações planificadas não de deterão.



    Escrito por walmir às 12h43
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    DÍAS DE CAOS Y DESESPERACIÓN

    DÍAS DE CAOS Y DESESPERACIÓN

    Blog de Leonarda http://leonarda.hondublogs.com/

    jornal El Heraldo – Honduras – 22/set

    O pânico se apoderou dos moradores de Tegucigalpa quando os hondurenhos haviam feito fila para comprar alimentos nos supermercados. As filas nos centros comerciais e postos de gasolina eram intermináveis. Enquanto isso, durante estes dias de ansiedade, um helicóptero não deixou de sobrevoar a cidade.

    Honduras está em uma encruzilhada. Mortos, feridos, presos, torturados e desaparecidos, é o resultado da terrível repressão policial que se está vivendo em meio a um caos nacional.

    Devido a isto, a população tem feito dramáticos chamados à comunidade internacional, a voltar seus olhos ao país e contribuir a solver a crise que transbordou, ao não encontrar uma saída nacional, após o retorno do Presidente deposto, Manuel Zelaya, no dia 21 de setembro.

    Foi surpreendente ver a ação brutal da polícia durante estes dias. Em São Pedro Sula, um policial arrastou pelos cabelos uma mulher que participava de uma manifestação.

    Os fardados têm tratado selvagem e brutalmente a população que participa das ações de resistência nos bairros da capital. As balas disparadas deixaram mais de uma centena de feridos, vários mortos, milhares de presos, torturados e as cadeias têm sido insuficientes para abrigar os detidos. Se denunciou, inclusive, que foi improvisado um cárcere para mulheres em Tegucigalpa.

    O toque de recolher foi decretado dia 21 de setembro a partir das quatro da tarde, logo que se confirmou o retorno ao país do Presidente deposto, após o golpe de Estado de 28 de junho passado. Zelaya se encontra refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Neste dia o retorno à casa por parte da população foi uma odisséia, o enorme tráfego congestionou as ruas da capital e muitos tiveram que regressar a pé para suas casas.

    Agora, depois de mais de dois dias de fortes tensões e novas repressões contra os manifestantes, o toque de recolher foi suspenso a partir do dia 24. Nesse tempo o país esteve paralisado, com enormes perdas para a frágil economia nacional e efeitos graves contra a população que também sofria com a falta de alimentos - o grau de ansiedade fez com que os centros comerciais e os postos de gasolina ficassem abarrotados.

    Com as primeiras manifestações, um centro esportivo existente na capital se converteu em um enorme cárcere onde permaneciam detidos os que desafiaram o toque de recolher.

      Leonarda Andino es Máster en Comunicación y Tecnologías  Educativas. Periodista. Actualmente es la Coordinadora Académica de la Vicerrectoría Académica de la UNAH.



    Escrito por walmir às 12h30
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    JORNALÕES e JORNALISTAS BRASILEIROS APOIAM GOLPE MILITAR EM HONDURAS

    JORNALÕES e JORNALISTAS BRASILEIROS APOIAM GOLPE MILITAR EM HONDURAS

    Para jornalistas da mídia bananeira (Noblat, Jabour, Alexandre Garcia, Lúcia Hipólito e tais) e queridos patrões, Hugo Chaves é ditador.

    Roberto Micheletti, o golpista ditador de Honduras é "presidente de fato ou presidente interino".

    Repetem o que dizem os jornais hondurenhos que apoiam o golpe, olhem só:  "El Departamento de Estado de EE.UU. negó hoy los informes de prensa que indican que Blanca Micheletti, la hija del presidente de interino de Honduras y que ejerció de diplomática en Washington, ha sido deportada." (La Prensa - una voluntad al servicio de la Patria)



    Escrito por walmir às 19h44
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    A ASCENSÃO DO BRASIL

    A ASCENSÃO DO BRASIL

    A ASCENSÃO DO BRASIL: MAIS RÁPIDO, MAIS FORTE, MAIS ALTO

    Sediar as Olimpíadas de 2016 seria a cobertura no bolo da nação sul americana, que finalmente está preenchendo seu potencial

    Hugh O'Shaughnessy

    The Independent - Sunday, 27 September 2009


    Talvez Deus não seja brasileiro, como afirmam orgulhosos muitos dos moradores do Rio de Janeiro , mas o Todo Poderoso parece mexer as suas asas influentes na direção da Cidade Maravilhosa, a Marvellous City do Atlântico Sul, quando a cidade joga tudo para sediar as Olimpíadas de 2016. Suas três rivais, Tóquio, Madrid e Chicago, parecem perder força à medida em que chega O Dia, daqui a cinco dias. Dia 2 de outubro a cidade vencedora será anunciada em Copenhague, em cerimônia para um bilhão de telespectadores em todo o mundo.

    Terça-feira, em Brasília, senadores aprovaram legislação para garantir tudo o que se requer de uma proposta vencedora -- de financiamento a regulamentos para evitar que hotéis cobrem sobrepreço pelas diárias. O New York Times parece ter desistido da Cidade da Ventania [Chicago] às margens do Lago Superior, na quarta-feira, afirmando que o presidente brasileiro, Luís Inácio da Silva, que todos chamam de Lula, tinha o trabalho mais fácil do mundo para garantir o prêmio. Lula, o ex-metalúrgico e líder sindicalista que anos atrás perdeu um dedo em uma prensa hidráulica, confessou a vantagem. Ele será acompanhado em Copenhague pela sua esposa, Marisa, enquanto Michelle Obama estará lá sem o marido. "Será dois contra um", disse Lula com prazer disfarçado.

    A votação do próximo mês poderá ser um marco na jornada do Brasil para deixar de ser o eterno país do futuro -- para o qual o futuro nunca chega -- e para tomar um indisputável poder mundial, com presença permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e dinheiro para alimentar, educar e cuidar de sua população de quase 200 milhões.

    Lula, que quando criança completava o orçamento da mãe vendendo amendoim em torno do porto de Santos, aproveita seu destaque, seu respeito adquirido para jogar a culpa pela atual crise financeira "nos banqueiros de olhos azuis" . O pânico dos banqueiros e o alarme da mídia na City de Londres e em Wall Street nos meses que antecederam sua larga vitória eleitoral em 2002 pertencem ao passado. Hoje o Brasil é um dos BRICs, junto com a Rússia, a Índia e a China e é respeitado por banqueiros e economistas. E não apenas o presidente Obama o chama o líder mais popular do mundo mas, depois de um período em que a corrupção governamental parecia a caminho de derrubá-lo, Lula ainda ostenta uma taxa de aprovação junto aos eleitores de cerca de 80%.

    Deixando de ser um caso clássico de país em luta contra a hiperinflação, o Brasil olha adiante para um tsunami de riquezas que vai tomar conta da Petrobras, a altamente bem sucedida empresa de petróleo controlada publicamente, que atingirá enorme produção nos campos de águas profundas. Lula planeja usar esse novo dinheiro para corrigir abusos que resultaram do golpe militar de 1964, apoiado pelo Ocidente, e dos anos subsequentes de repressão selvagem e tortura, que derrubaram os padrões de vida do próprio Lula e de outros milhões de pobres brasileiros. O Brasil também é um grande exportador de alimentos -- o que é confortável num momento em que a fome cerca vários lugares.

    As últimas semanas demonstraram que Lula está sacando da riqueza futura para ter mais influência internacional hoje. O primeiro chefe de estado a falar no debate da Assembléia Geral das Nações Unidas na quarta-feira, ele entrou na frente do discurso de 90 minutos do coronel Gaddafi, que chateou todos os presentes. Lula aproveitou a oportunidade para atacar as idéias dos poderes ocidentais durante a crise financeira internacional. "O que desabou foram conceitos sociais, políticos e econômicos aceitos como inquestionáveis", ele disse, num forte golpe a políticos e banqueiros que se opunham à regulamentação governamental. Os esforços de Lula ajudaram a esmagar o Grupo dos Oito dos países ricos, que será substituído pelo Grupo dos 20, que inclui países em desenvolvimento que se encontraram na quinta-feira em Pittsburgh para reformar as finanças mundiais.

    Na Assembléia Geral Lula pediu ação contra o golpe em Honduras, onde a embaixada brasileira dá abrigo a Manuel Zelaya, o presidente legítimo derrubado em 28 de junho por um impostor com apoio militar. Lula está pedindo ao Conselho de Segurança ação contra o crescentemente bárbaro novo regime, com ameaça do emprego de toda a força da lei internacional, particularmente se o regime continuar a deixar diplomatas brasileiros e seus hóspedes sem energia, água e comida. A ação brasileira, apoiada de perto pelo governo venezuelano, pegou Washington de surpresa, expondo uma divisão clara entre Obama, que quer ação decidida para restaurar Zelaya, e uma vacilante Hillary Clinton, cujos assessores direitistas têm outras ideias.

    Lula é, também, um dos líderes do bloco da União Sul-Americana de Nações. A Unasur resiste à militarização da América do Sul que muitos acreditam que vai acontecer se a Colômbia, um aliado próximo dos Estados Unidos, permitir que o Pentágono estabeleça sete novas bases em suas terras; elas permitiriam que os Estados Unidos despachassem caças para qualquer parte do continente com exceção da Patagônia. Como precaução, Lula está comprando armas da França e da Rússia.

    Em suas tentativas de acelerar a unidade latino-americana, Lula tem corrido riscos políticos em casa, enfrentando empresas de energia elétrica poderosas. Para cimentar as relações com seu vizinho pobre, o Paraguai, Lula prometeu um novo acordo para o uso da energia da gigantesca hidrelétrica de Itaipu, que supostamente deveria ser usada igualmente pelos dois países mas que de fato vai quase toda para o Brasil.

    Ainda assim, se o Rio vencer na sexta-feira, Lula voltará à tarefa de dar esperança aos despossuídos da cidade -- para garantir que as primeiras Olimpíadas na América do Sul ocorram pacificamente.



    Escrito por walmir às 19h15
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    O BRAZIL TUCANO

    O BRAZIL TUCANO

    Olha só o botton dos tucanos no Seminário sobre educação no em Natal (RN).

    BraZil assim mesmo, com "Z".

    Erro?

    Nada. Ato falho.

    fonte: http://www.ailtonmedeiros.com.br



    Escrito por walmir às 18h37
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