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    ÚLTIMA ENTREVISTA DE J.G. ROSA

    Arnaldo Saraiva - 24-11-1966

    Eis o homem. O homem que em menos de 20 anos, com sua prosa, seu estilo, sua literatura — sem os favores profissionais da medicina, que pode dar saúde mas ainda não deu gênio (cf. alguns prêmios Nobel), conquistou o Brasil, Portugal, a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos, o mundo, não?

    Repara no corpo: mau grado as ligeiras ameaças de obesidade, parece atleta, cavaleiro que foi, ou de bandeirante, que da língua é. Vê como está sobriamente elegante, distinto, sorridente, calmo, aristocrata, como convém a um embaixador (ou não estivéssemos num salão do Itamarati). Mas nada da pose ou dos gestos artificiais com que outros tentam iludir a mediocridade. Quem esperou quase quarenta anos para publicar o primeiro livro, ou quem avançou sozinho pelos grandes sertões da língua, não precisa ter pressa nem pedir emprestado um corpo, uma casaca, máscaras.

    Lá está o lacinho (ou gravata-borboleta, meu chapa?) simetricamente impecável, fazendo pendant com os óculos claros, tão claros que ainda esclarecem mais os olhos sempre inquiridores, atentos. E é curioso como um mineiro de Cordisburgo, a dois passos (brasileiros) da Ita­­bira de Drum­mond, gosta, ao contrário deste (à primeira vista), de falar, de con­tar, de ser ouvido. Até nisso parece grande o seu amor à língua. Mal me sentei, já ele me começou a falar de Portugal e de escritores portugueses...

    Estive em Portugal três vezes. Na primeira, em 1938, passei lá apenas um dia; ia a caminho da Alemanha. Na segunda, em 1941, passei lá quinze dias, em cumprimento de uma missão diplomática que me fora confiada em Ham­­burgo. Na terceira, em 1942, passei um mês, pois estava já de regresso ao Brasil, por causa da guerra.

    Durante essas estadas, travou relações ou conhecimentos com alguns escritores?

    Não. Até porque eu ainda não era “escritor” (“Sagarana”, com efeito, só foi publicado em 1946) e o que me interessava mais era contatar com a gente do povo, entre a quais fiz algumas amizades. Gosto mui­to do português, sobretudo da sua integridade afetiva. O brasileiro também é gente muito boa, mas é mais superficial, é mais areia, enquanto o português é mais pedra. Eu tenho ainda uma costela portuguesa. Minha família do lado Gui­marães é de Trás-os-Montes. Em Minas o que se vê mais é a casa minhota, mas na região em que eu nasci havia uma “ilha” transmontana.

    Mas não chegou a conhecer Aquilino?

    Conheci Aquilino (Aquilino Ribeiro), mas acidentalmente. Eu entrei numa livraria, não sei qual, do Chiado (presumo que a Bertrand) e, quando pedi al­guns livros dele, o empregado per­guntou-me se eu queria co­nhecê-lo, pois estava ali mesmo. Respondi que sim, e desse modo obtive dois ou três autógrafos de Aquilino, com quem conversei alguns instantes. Voltei a estar com ele, mais tarde, num jantar que lhe foi oferecido enquanto de sua vinda ao Brasil. Mas ele, naturalmente, não se recordava de mim (porque eu não me apresentara como escritor), e eu também não lhe falei do assunto.

    Não sabe que, justamente numa crônica motivada pela sua ida ao Brasil, Aquilino colocou o seu nome, logo em 1952, ao lado dos de José Lins do Rego, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Jorge de Lima e Agripino Grieco, que, segundo ele, eram os "notáveis escritores e poetas" que estavam a "encostar a pena contra a lava" que ia no Brasil "sepultando prosódia e morfologia da língua-mater"? Eu creio mesmo que é essa uma das primeiras referências ao seu nome, em Portugal...

    Não sabia dessa curiosa referência do Aquilino. Antes dessa, porém, há uma referência a mim numa publicação do Consulado do Porto, de 1947, feita por não sei quem. Sei de outra referência feita, anos depois, salvo erro, por um irmão de José Osório de Oliveira.

    Voltando a Aquilino: acha que recebeu alguma influência dele? Já, pelo menos, um crítico, o mineiro Fábio Lucas, notou alguns “pontos de contato nada desprezáveis” entre a sua obra e a de Aquilino.

    Eu gosto de Aquilino, sobretudo da “Aventura Maravilhosa”, mas não creio que dele tenha recebido alguma influência, a não ser na medida em que sou influenciado por tudo o que leio. A verdade é que antes de 1941 só conhecia de Aquilino um ou dois trechos, co­mo infelizmente ainda hoje sucede em relação à quase totalidade dos escritores portugueses vivos. E, como sabe, “Sagarana”, foi escrito em 1937.

    Um garçom do Itamarati entra com um copo de água, e pergunta se precisa mais alguma coisa. Guimarães Rosa agradece e diz: Vá com Deus, como se fosse um beirão ou um transmontano. Mais uma razão, portanto, para eu prosseguir: Como encara ou explica o enorme prestígio de que goza nos meios intelectuais e universitários portugueses?

    Em relação a mim, houve por aqui (no Brasil) muitos equívocos, que ainda hoje não desapareceram de todo e que, curiosamente, ao que parece, não houve em Por­tugal. Pensaram alguns que eu inventava palavras a meu bel-prazer ou que pretendia fazer simples erudição. Ora o que sucede é que eu me limitei a explorar as virtualidades da língua, tal como era falada e entendida em Minas, região que teve durante muitos anos ligação direta com Portugal, o que explica as suas tendências arcaizantes para lá do vocabulário muito concreto e reduzido. Talvez por isso que ainda hoje eu tenha verdadeira paixão pelos autores portugueses antigos. Uma das coisas que eu queria fazer era editar uma antologia de alguns deles (as antologias que existem não são feitas, como regra, segundo o gosto moderno), como Fernão Mendes Pinto, em quem ainda há tempos fui descobrir, com grande surpresa, uma palavra que uso no “Grande Sertão”: amouco. E vou dizer-lhe uma coisa que nunca disse a ninguém: o que mais me influenciou, talvez, o que me deu coragem para escrever foi a” História Trágico-Marítima” (coleção de relatos e notícias de naufrágios, acontecidos aos navegadores portugueses, reunidos por Ber­nardo Gomes de Brito e publicados em 1735). Já vê, por aqui, que as minhas “raízes” es­tão em Portugal e que, ao contrário do que possa parecer, não é grande a distância “linguística” que me se­para dos portugueses.

    Eu penso até que na imediata e incondicional adesão portuguesa a Gui­marães Rosa há muito de transferência sublimada de uma frustração linguística nossa, coletiva, que vem pelo menos desde Eça. Mas não nos desviemos. Admira-me muito que não tenha citado ne­nhum livro de ca­valaria, nem ne­nhuma novela bu­cólica, pois pensava que deles e delas havia diversas ressonâncias na sua obra, sobretudo no “Gran­de Sertão: Veredas”...

    Sim, li muitos livros de cavalaria quando era menino, e, por volta dos 14 anos, entusiasmei-me com Ber­nardim (Bernardim Ri­beiro), e depois até com Camilo. Ainda continuo a gostar de Ca­milo, mas quem releio permanentemente é Eça de Queiroz (quando tenho uma gripe, faz mesmo parte da convalescença ler “Os Maias”; este ano já reli quase todo “O Crime do Padre Amaro” e parte da “Ilustre Casa de Ramires”). Camilo, leio-o como quem vai visitar o avô; Eça, leio-o como quem vai visitar a amante. Quando fui a Portugal pela primeira vez, eu só queria comidas ecianas (que gostosura, aquele jantar da Quinta de Tormes). Aliás deixe-me que lhe diga que me torno muito materialista quando penso em Portugal; penso logo nos bons vinhos, nas excelentes comidas que há por lá. E talvez seja também por isso que se há um país a que eu gostaria de voltar é Portugal...

    ... que, naturalmente, o receberá de braços abertos, em festa. Mas permita-me ainda uma pergunta: como “enveredou” - e penso que a palavra se ajusta bem ao seu caso - pelo campo da “invenção linguística?

    Quando escrevo, não pen­so na literatura: penso em capturar coisas vivas. Foi a necessidade de capturar coisas vivas, junta à minha repulsa física pelo lugar-comum (e o lugar-comum nunca se confunde com a simplicidade), que me levou à outra necessidade íntima de enriquecer e embelezar a língua, tornando-a mais plástica, mais flexível, mais viva. Daí que eu não tenha nenhum processo em relação à criação linguística: eu quero aproveitar tudo o que há de bom na língua portuguesa, seja do Brasil, seja de Portugal, de Angola ou Mo­çambique, e até de outras línguas: pela mesma razão, recorro tanto às esferas populares como às eruditas, tanto à cidade como ao campo. Se certas palavras belíssimas como “gramado”, “aloprar”, pertencem à gíria brasileira, ou como “malga”, “azinhaga”, “azenha” só correm em Por­tugal — será essa razão suficiente para que eu as não empregue, no devido contexto? Porque eu nunca substituo as palavras a esmo. Há muitas palavras que rejeito por inexpressivas, e isso é o que me leva a buscar ou a criar outras. E faço-o sem­pre com o maior respeito, e com alma. Respeito muito a língua. Escrever, para mim, é como um ato religioso. Tenho montes de cadernos com relações de palavras, de expressões. Acompanhei muitas boiadas, a cavalo, e levei sempre um ca­derninho e um lápis preso ao bolso da camisa, para anotar tudo o que de bom fosse ouvido — até o cantar de pássaros. Talvez o meu trabalho seja um pouco arbitrário, mas se pegar, pegou. A verdade é que a tarefa que me impus não pode ser só realizada por mim.

    Guimarães Rosa vai buscar uma fotografia para me mostrar onde levava o caderninho de notas, nas boiadas: vai buscar uma pasta com a correspondência com um seu tradutor norte-americano, para me mostrar as dúvidas e dificuldades deste, e o trabalho, a seriedade e a minúcia com que as vai resolvendo uma por uma (escrevendo, ele próprio, preciosas autoanálises estilísticas ou considerações filológicas). E, entretanto, vai-me fazendo outras confissões interessantes. Por exemplo:  “gosto das traduções que filtram. Da tradução italiana do Cor­po de Baile gosto mais do que do original.” Ou: “Estou cheio de coisas para escrever, mas o tempo é pouco, o trabalho é lento, lambido, e a saúde também não é muita.” Ou: “Não faço vida literária: como regra, saio daqui e vou para casa, onde trabalho até tarde.” Ou: “No próximo ano, vou publicar um livro ainda sem título, com 40 estórias” (que têm aparecido quinzenalmente, no jornal dos médicos “O Pulso”, onde frequentemente aparecem também cartas ou a atacá-lo ou a defendê-lo ferozmente). Ou ainda: “eu não gosto de dar, nem dou entrevistas. Tenho sempre a sensação de que não disse o que queria dizer, ou que disse mal o que disse, ou que criei maior confusão; e não estou assim tão seguro do que procuro e do que quero. Com você abri uma exceção...”.



    Escrito por walmir às 00h03
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    AS MAIORES BOBAGENS DA HISTÓRIA

    AS MAIORES BOBAGENS DA HISTÓRIA

    "Book of All-Time Stupidest: Top 10 Lists", é o título de um livro que lista frases estúpidas, escrito pelos americanos Ross e KLathryn Petras.

    O livro contempla três políticos brasileiros.

    João Figueiredo: (general ditador brasileiro) “Vou fazer deste país uma democracia, e, se alguém for contra, eu prendo e arrebento”.

    João Alves (Deputado federal chamado de "anão do orçamento", explicando sua fortuna): “Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 125 vezes nos últimos dois anos”.

    Fernando Henrique Cardoso (Presidente do Brasil - em 1998, na campanha pela reeleição, para moradores de favela carioca): “Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata”

    (extraído da Conversa Afiada - http://www.conversaafiada.com.br)



    Escrito por walmir às 16h27
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    FUNCIONALISMO PÚBLICO NO BRASIL É MENOR

    DO QUE NO PRIMEIRO MUNDO

    A OCDE - Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico – composta pelos países mais desenvolvidos do mundo como EUA, França, Alemanha, Japão, Reino Unido (os Brics não fazem parte), apresentou estudos sobre funcionalismo público. O estudo levou em conta os empregados federais, estaduais e municipais. Segundo o estudo, nos paises da OCDE os funcionários públicos representam, em média, 22% do total de empregados. E agora a surpresa: no Brasil, segundo o estudo, os funcionáriois públicos representam 12% do total de empregados. Quanto aos gastos, o estudo informa que, apesar de empregar menos funcionários, o Brasil paga mais a eles, pois gasta cerca de 12% do PIB, enquanto que os países da OCDE gastam 11%. Esta, no entanto, é uma distorção do estudo. Para chegar a este gasto maior (12% contra 11%), o estudo incluiu o pagamento de aposentadorias no Brasil, o que não foi levado em conta nos gastos dos países da OCDE. (Renato Andrade, Agência Estado. http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-tem-poucos-servidores-publicos-mas-despesa-e-alta-diz-ocde,19219,0.htm)



    Escrito por walmir às 16h20
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    CRUZEIRO COM O PÉ NA SEGUNDONA

    CRUZEIRO COM O PÉ NA SEGUNDONA

    O Cruzeiro deverá cair para a segunda divisão. A diretoria tornou-se omissa quando percebeu que o modelo vendedor que encantava o Zezé Perrela (dizem que também o enriquecia) não mais funcionava, pois a Europa compradora deixou de existir. Como último estertor do modelo, Zezé Perrela raspou a bacia – Jonathan, Tiago Ribeiro, Gil, Dudu, Henrique – e desmontou o já frágil time no decorrer da competição. Resultado: uma vertiginosa queda de produção no segundo turno. O Cruzeiro vai para a decisão da vaga no domingo, contra o Galo, precisando de uma vitória. Só ela interessa. Mas com os times completos, jogador por jogador, o do Atlético é superior. E o Cruzeiro estará sem seus únicos dois bons jogadores: Fábio e Montillo. As melhores chances do Cruzeiro permanecer na primeira divisão são: 1) O time do Bahia (com mala preta) vencer o Ceará. O time do Curitiba (com mala preta e chances na Libertadores) vencer o Atlético do Paraná. As chances do Cruzeiro vencer o Galo são mínimas. Seria uma zebra.



    Escrito por walmir às 00h27
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    A ESTRADA DA PERDIÇÃO

    A ESTRADA DA PERDIÇÃO

    Depois da saída de Ramires e de Henrique, o meio de campo do Cruzeiro formou-se com Paraná, Fabrício e Roger. Um absurdo. Nenhum deles consegue proteger a defesa, saber armar ou atacar. Em três anos de Cruzeiro, os três juntos não marcaram mais que meia dúzia de gols.  Se tanto. Então os adversários sabem que não é preciso marcá-los. Basta marcar os atacantes. E foi o que fizeram. O Cruzeiro tornou-se, assim, o segundo pior ataque do campeonato, à frente apenas do Atlético paranaense. A ineficiência foi agravada porque o time não tem laterais que saibam atacar nem atacantes diferenciados. Com a contusão de Wallyson e a venda irresponsável de Tiago Ribeiro o time perdeu o pouco poder ofensivo que tinha. Uma raridade ver o Cruzeiro marcar gols. Assim, com elenco ruim e diretoria omissa, o time caminha para o rebaixamento. A diretoria fez com que ele tomasse a estrada da perdição.



    Escrito por walmir às 00h10
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    O FINAL DE ZEZÉ PERRELA

    O FINAL DE ZEZÉ PERRELA

    José Perrela fez um péssimo final de mandato na presidência do Cruzeiro. Desde que o Brasil superou a crise de 2008 e os times tiveram condições de manter no país os melhores jogadores, ele se tornou obsoleto. Quis manter o velho esquema de time vendedor com o qual obteve sucesso e dizem, fortuna pessoal. Mas já não havia comprador, pois a Europa grecificou, quebrou. Em vez de mudar, ele continuou vendendo e muito mal - desde Ramires - e comprou pior ainda, como sempre. Um time sem laterais, pois os contratados não sabem defender nem atacar; sem meio campo, que não defende, não arma, não ataca, não acerta passes com mais de 5 metros. E sem atacantes. Perrela raspou a bacia para vender. E raspou-se para Brasilia nas asas de Itamar deixando o time à deriva, pronto para descer à segunda divisão.



    Escrito por walmir às 23h54
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    CIÚMES

    CIÚMES

    A mulher, debulhada em lágrimas, ajoelhou-se aos pés da bela imagem crucificada.

    __ Não se desespere __ ouviu de Jesus Cristo, ou pensou ouvir __ estarei sempre ao seu lado quando precisar.

    __ Você diz isso pra todas __ bradou ela __ pensa que me engana? Para de mentir.



    Escrito por walmir às 14h20
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    EXISTE, SIM, ALMOÇO GRÁTIS

    EXISTE, SIM, ALMOÇO GRÁTIS

    Acabo de adquirir, sem pagar um centavo, a obra completa de Shakespeare.

    Adquirir, significando comprar.

    Peguei a obra toda numa livraria online.

    Envio cartas e mensagens sem pagar nada por elas.

    Tenho também uma biblioteca online com prateleiras e tudo pela qual nada paguei.

    E um sítio.

    A máxima que os economistas liberais gostam de repisar de que não existe almoço grátis caiu por terra.

    Há bastante tempo, inclusive.



    Escrito por walmir às 17h46
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    100 DIAS - CONTINUA A GREVE DOS PROFESSORES MINEIROS

    E a imprensa mineira não diz nada.

    Muda, muda, mudinha.

    O jornal O Estado de Minas - que se autodenomina o grande jornal dos mineiros - fica caladinho.

    O jornal O Tempo... ah, o tempo não tem tempo pra coisas incômodas.

    E o governador Anastasia, hein?

    Ainda dizem que ele gosta da meninada... vai saber.



    Escrito por walmir às 14h08
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    O manifesto do Movimento dos Sem Mídia

    por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

    Senhoras e senhores,

    Estamos aqui hoje para nos manifestar contra a corrupção, mas não como aqueles que estiveram neste mesmo local no último dia 7 de setembro dizendo que se manifestavam pelo mesmo motivo. O que aquelas pessoas fizeram, na verdade, foi um ato orquestrado por grandes impérios de comunicação e que teve como objetivo favorecer partidos políticos.

    Antes de prosseguir, é bom explicar que este Ato Público não pertence a nenhum partido político, a nenhum sindicato, a nenhum grupo de interesse. Foi convocado pelo Movimento dos Sem Mídia, que luta pela democratização da comunicação no Brasil, ou seja, para que essa comunicação não continue na mão de meia dúzia de famílias.

    Quem são esses impérios de comunicação? São a Globo, os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e a revista Veja e alguns outros que repetem o que eles dizem. Esses veículos estimularam a manifestação que ocorreu aqui no Masp no último dia 7 usando artigo escrito por um jornalista espanhol ligado a esses empresários de comunicação.

    O jornalista espanhol Juan Arias disse que os brasileiros seriam acomodados com a corrupção porque não saem às ruas para protestar como no país dele. Escreveu aquilo apesar de que seu povo está indo às ruas porque a Espanha está em uma terrível crise econômica, com desemprego nas alturas. Os brasileiros não fazem o mesmo porque este país está indo muito bem, obrigado.

    Os tais impérios de comunicação, dessa forma, passaram a reproduzir sem parar aquele texto sem sentido em seus jornais, revistas, rádios, televisões e portais de internet. Poucas semanas depois, aparecem essas manifestações “contra a corrupção” como a que aconteceu aqui no Masp no último dia 7 de setembro.

    Naquela manifestação, o que se viu não foram críticas a toda corrupção, mas a políticos e ao partido aos quais as famílias Marinho (dona da Globo), Frias (dona da Folha de São Paulo), Mesquita (dona do Estadão) e Civita (dona da revista Veja) se opõem há muito tempo, ou seja, ao Partido dos Trabalhadores, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff.

    Não foi por outra razão que aquela manifestação que ocorreu há cerca de duas semanas aqui neste mesmo local tinha faixas e cartazes acusando de corrupção o ex-presidente Lula, o PT e a presidente Dilma e foi acompanhada por políticos do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Foi um ato político disfarçado de “marcha contra a corrupção”.

    Não há brasileiro que não saiba que a Globo e os outros veículos já mencionados – e alguns menores que agem sob sua influência – fazem oposição ao PT e a todos os políticos deste partido ou a ele aliados. Desde 1989, quando Lula disputou sua primeira eleição presidencial, que esses impérios de comunicação fazem isso.

    E por que fazem? Porque são contra a distribuição de renda, contra a melhora de vida do povo mais pobre e a favor da corrupção, pois todos sabem que quando denunciam políticos eles são sempre do PT e de partidos aliados e nunca do PSDB e dos aliados dele. E o que é pior: só denunciam quem se vende, quem se corrompe, mas nunca quem suborna porque são empresas que anunciam nesses jornais, revistas, tevês etc.

    Durante semanas, esses veículos martelaram esses atos públicos artificiais que sairiam às ruas no 7 de setembro. Com publicidade dessa dimensão sendo veiculada sem parar nas televisões, rádios, jornais, revistas e portais de internet, claro que inocentes úteis que acharam que estavam se manifestando “contra a corrupção” foram atraídos e engrossaram as manifestações.

    Se quisessem se manifestar contra a corrupção, os que estiveram aqui no Masp naquele dia também acusariam o governo de São Paulo, que impede que uma única CPI contra si seja aprovada na Assembléia Legislativa, onde há mais de cem pedidos de investigação que não vão para frente porque a imprensa, diferentemente do que faz contra o PT, não divulga.

    E não divulga porque o governo de São Paulo acaba de gastar NOVE MILHÕES DE REAIS comprando assinaturas da Folha, do Estadão e da Veja, por exemplo. Dinheiro dos seus impostos, cidadão, que vai para o bolso desses impérios de comunicação.

    Um bom exemplo de escândalos do PSDB que a mídia esconde está nas obras do Rodoanel, contra as quais pesam denúncias de superfaturamento. Ou, por exemplo, as obras de limpeza do rio Tietê, que neste ano transbordou porque o ex-governador José Serra diminuiu aquelas obras e aumentou gastos em publicidade que infestou a tevê durante o ano passado, quando o ex-governador disputou a Presidência da República.

    A corrupção da mídia, portanto, está em ela jamais expor empresas que subornam políticos corruptos simplesmente porque são suas anunciantes. Assim, atacando só quem se vende e nunca quem compra políticos, a corrupção no Brasil não diminuirá nunca.

    Há, sim, escândalos e corrupção nos governos do PT, do PSDB, de todos os partidos. Por isso há que investigar a todos e não só aos inimigos políticos das famílias Marinho, Frias, Civita, Mesquita e outros empresários da comunicação que acobertam políticos amigos e denunciam os políticos inimigos até mesmo quando não há prova alguma.

    Nada a espantar vindo de impérios de comunicação que ajudaram a implantar e a sustentar a ditadura militar que manteve este país nas trevas de 1964 a 1985 e que torturou e assassinou pessoas apenas porque tinham opinião política diferente.

    Ser contra a corrupção é ser contra quem corrompe e quem é corrompido. É não dar propina ao guarda de trânsito, é não subornar funcionário público para ele “agilizar” aquele processo em um órgão público. Não será atacando só os políticos inimigos e protegendo os amigos que este país reduzirá a corrupção, portanto.

    O Movimento dos Sem Mídia, assim, é contra TODA a corrupção e não apenas contra a corrupção de alguns. Por isso, quando você, cidadão, ler ou ouvir esses jornalistas que se vendem aos patrões dizendo só aquilo que eles querem, acusando só petistas e aliados e dizendo que não votando neles a corrupção acabará, não acredite. É tramóia.

    Corrupção existe no mundo inteiro. Em governos de todos os partidos. Há que dificultá-la, mas nunca se conseguirá acabar com toda ela. Não adianta demonizar a classe política porque sem políticos não há democracia. Voltaremos à ditadura militar, a um tempo em que os políticos eram amordaçados por generais que roubavam sem ter quem contestasse.

    Assim sendo, se você quer uma imprensa que combata toda a corrupção, é preciso que essa imprensa não fique na mão de meia dúzia. Nos Estados Unidos, por exemplo, um mesmo empresário não pode ter jornal e televisão na mesma cidade. No Brasil, a Globo tem tudo – jornal, revista, TV, rádio, portal de internet – em todas as cidades.

    Isso se chama concentração de propriedade de meios de comunicação. O que se quer, assim, é aprovar leis que existem em todos os países desenvolvidos e que não permitem que uma Globo use concessão pública como é um canal de tevê para fazer jogo político em favor dos partidos e políticos amigos.

    Esses impérios de comunicação acusam quem pede leis para a comunicação de querer “censura”. É mentira. Ninguém quer que esses impérios não falem o que pensam. Só o que se quer é que quem pensa diferente da Globo possa ir em suas tevês contradizer a família que as controla, pois a faixa de onda eletromagnética que usam é uma concessão do povo.

    Isso não é e nem jamais será censura.

    MOVIMENTO DOS SEM MÍDIA

    São Paulo, 17 de setembro de 2011



    Escrito por walmir às 15h25
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    MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO NA MÍDIA

    por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania - http://www.blogcidadania.com.br

    Haverá ato contra a corrupção da mídia também no Rio, na Cinelândia, na próxima sexta-feira, dia 16 de setembro, às 17 horas. Está sendo organizado pelo companheiro Sergio Telles.

    Em São Paulo, a página do ato do Movimento dos Sem Mídia no Facebook já conta com 1000 confirmações de presença e mais de 300 adesões na página da Marcia e do Adolfo, que criaram o ato antes do MSM mas depois se uniram a ele. Aqui no blog, contabilizei umas 200 pessoas que não têm Facebook e que prometem comparecer.

    No Rio de Janeiro, de ontem para hoje o ato pulou de 36 adesões para mais de 70 durante a madrugada. Possivelmente não haverá tempo para fazerem um ato mais denso, mas, pelo menos, farão alguma coisa.

    Para  o ato paulista – no Masp, no próximo sábado, 17 de setembro, às 14 horas – já conseguimos um carro de som e o MSM fará algumas faixas. Não temos recursos para fazer muitas, então peço que quem puder faça a sua e leve.

    A mídia não deu nem uma notinha, claro. Mas quem viu os atos recentes do novo Cansei  “contra a corrupção” na avenida Paulista, verá agora um ato contra a corrupção da mídia e quem tiver cérebro perceberá que a mesma mídia escondeu.

    Os discursos e faixas pedirão o marco regulatório da comunicação e denunciarão que a mídia só noticia corrupção dos políticos do PT e aliados e ignora a dos governos tucanos como o de São Paulo. E que, acima de tudo, ignora os corruptores, ou seja, os que corrompem os políticos.

    Estou preparando o manifesto do Movimento dos Sem Mídia que, como em todos os atos da ONG, será lido na abertura do evento, para que depois quem quiser faça uso da aparelhagem de som (potente) que levaremos.

    São Paulo e Rio, portanto, começam reação contra um movimento engendrado, financiado e amplamente divulgado pela mídia, e que, lendo os leões-de-chácara dessa mídia em suas colunas e blogs, percebe-se que pretende atingir o governo Dilma e o legado de Lula.

    É preciso reagir. No Rio, uma empresária “cansada” está convocando um ato genérico “contra a corrupção” para o próximo dia 20; em São Paulo, os “cansados” locais querem voltar à avenida Paulista em 12 de outubro; em Florianópolis e em Recife, outros “cansados” irão à rua no mesmo dia.

    Os atos contra a corrupção da mídia não têm outra fonte de divulgação além deste blog, do facebook e do Twitter do blogueiro e no boca a boca dos leitores na internet, além de outros blogs que estão veiculando, enquanto que os atos da mídia saem em todos os grandes jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet.

    É uma luta desigual? Sim, mas aí é que está o valor da iniciativa.

    Para confirmar presença no Facebook no ato contra a corrupção da mídia em São Paulo, clique aqui, e para confirmar presença no ato do Rio, clique aqui



    Escrito por walmir às 14h12
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    Proposta de um novo modelo de partido

    Por wannabe

    Um novo modelo de partido

     Autor:  


    Achei um comentário interessante no site do Rodrigo Vianna, propondo um novo modelo de partido: e aí, o que vocês acham?



    "Caro Rodrigo, aqui está o programa alternativo!!!

    Não é o capitalismo que tem que controlar a internet e sim a internet (via o povo) é que tem que controlar o capitalismo.

    Como a população controlaria o sistema???

     

    1- Para alterar as regras do jogo eleitoral, precisamos primeiro, começar a fazer parte do jogo. Por mais que nós gritemos, fizermos passeatas, enviemos emails…nada disso comoverá os políticos, que lá estão. Por isso, a necessidade de se criar um novo partido político e exercer, através deste partido, a real vontade da população.

    2- Este novo partido terá que apresentar uma proposta, totalmente diferenciada para a população. Caso contrário, será apenas mais um partido. A novidade será o website do partido, onde os filiados acessarão e votarão sobre os rumos das políticas publicas e sobre as escolhas dos novos candidatos.

    3- A novidade trazida será a sua gestão descentralizada, ou seja, as decisões partidárias serão tomadas mediante o voto direto dos filiados no partido. O político que representa o partido, será apenas um interlocutor entre as decisões já tomadas pelos filiados e o congresso nacional. Ele não poderá agir por conta própria, nem contrariar o voto dos filiados, senão, estará automaticamente expulso do partido.

    Porque a população se interessaria sobre isso?
    - Pelo mesmo motivo que se interessam pelo twitter, facebook e Orkut.
    - Por poderem interferir diretamente no processo de discussão e construção das leis.
    - Por ser uma “coisa” transparente.
    - Por não carregar os velhos vícios dos partidos vigentes.
    - Por ser um processo dinâmico.
    - Por ser nacional e não carregar o cunho de ser uma coisa de paulista, carioca ou nordestina.
    - Por ser a única oportunidade de unir sobre um mesmo guarda-chuva, gente de esquerda, de direita, moderados e extremistas.
    - O peso dos votos de cada dos filiados um é igual ao do outro.
    - Por evitar a formação de blocos ou setores dentro do partido.
    - Por que os filiados votariam em idéias e não nas pessoas.

    Exemplo:

    Imagine que exista no congresso o seguinte projeto: Projeto de lei que obriga as TV e Radios de tocarem, 3 vezes por dia, o hino nacional.

    Como funciona a politica hoje:

    - O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
    - Os assessores analisam o projeto e repassam para o politico os principais pontos;
    - O político, então, agenda conversas paralelas com as pessoas da área de comunicações para saber os prós e contras do projeto. (jornalistas, empresarios do setor e etc)
    - Se o projeto for atingir o setor “negativamente”, no ponto de vista do empresários, o parlamentar “sabiamente” decidirá então, cobrar um “taxa de sucesso” desses empresários, para que o projeto não siga para a votação ou se for, que ele seja alterado para que não prejudique os interesses dos tais empresários.
    - O projeto vai a votação e esses honrosos politicos fazem as alterções, embargos juridicos e todas as chincanas possiveis, para que o projeto saia de acordo com os interesses de quem esta pagando a tal “taxa de sucesso”.

    Como funcionará:

    - O gabinete do deputado/senador receber uma cópia do projeto de lei;
    - Automaticamente o projeto seria colocado no site do partido para leitura e discussão pelos filiados.
    - Uma lista com os 10 principais pontos, a favor e os 10 principais pontos, contra, seria feita para sintetizar as partes mais importantes.
    - Os filiados logariam e teriam acesso para leituras e comentários.
    - Seria aberta a votação.
    - Encerrada a votação, a posição vencedora, seria levada pelo parlamentar do partido da web, para o congresso, para que o mesmo a apresentasse como uma posição do partido.

    Perguntas e respostas:

    Porque só seriam eleitos deputados e senadores em um primeiro momento?
    - Existem 3 poderes constituídos no Brasil: Executivo (prefeitos, governadores e presidente), Legislativo (vereadores, Deputados estaduais, Deputados Federais e Senadores) e Judiciário (Juizes de varias intancias, promotores e etc)
    Como as leis são feitas no congresso e este é constituido por Deputados Federais e Senadores é lá que temos que atacar primeiro.

    Para o executivo e o judiciario, seria implementada uma segunda fase.

    Porque o token + senha?
    - A questão que seria mais discutida e martelada pela imprensa, governo e oposição seria a questão da confiabilidade do banco de dados e das votações.
    Estes 3 personagens (midia + oposição + governo) se juntariam para poder desacreditar o projeto e dizer que as votações são manipuladas.
    Teriamos que fornecer o maximo de segurança e confiabilidade no processo de cadastramento dos filiados, votação e apuração.
    Um cartão de senhas númericas aleatórias (token igual ao do Bradesco) + uma senha de 8 dígitos seria o suficiente para uma boa segurança.

    Como o partido seria gerido?
    - Um grupo de pessoas seria responsável por gerenciar a ferramenta, porem estas pessoas não poderiam se tornar candidatos. Já as pessoas que queiram se tornar candidatos, não participariam da gestão da ferramenta.

    Como seria o processo de discussão?
    - Os filiados, ao acessarem o site, leriam os projetos e fariam comentários, criticando ou enaltecendo o projeto. Os comentários seriam avaliados, pelos outros filiados, que poderiam dar notas (+1) para os bons comentários feitos.

    Como seria o processo de alteração do projeto?
    - Se algum ponto do projeto for muito controverso, algumas votações isoladas poderiam ser feitas, apenas para alinhar estes pontos. Exemplo: A maioria dos filiados entende que o hino nacional deve ser tocado, mas apenas 2 vezes ao dia. Assim colocasse em votação primeiro este item, e depois o projeto, já ajustado.

    Como seria o processo de votação?
    - Em um dado momento, as discussão online seria encerrada e os filiados estariam aptos a votar os projetos. As pessoas se posicionariam a favor, ou contra, o projeto. Só poderia votar uma vez e sem permissão, de alteração posterior.

    Como se tornar um candidato?
    - Qualquer filiado poderia se candidatar a um cargo. O que determinaria os candidatos seriam a quantidade de avaliações positivas que o candidato tivesse em seus comentários. (Como se fosse uma avaliação de “behavior score”)

    Isso demonstraria:
    1) As pessoas com maiores votações (avaliações) são as que mais participam e estão “antenadas” nos mais diversos assuntos;
    2) São pessoas que conseguem através de um espaço reduzido, propor algo novo. Explicar isso para uma quantidade grande de pessoas.
    3) Seriam as pessoas mais preparadas (independente da educação formal) a representar e levar a mensagem do grupo aos demais parlamentares.

    Seria feita uma analise do coeficiente eleitoral para se determinar quantos candidatos seriam lançados por estado. Então, seriam feitas algumas discussões presenciais e debates com estes pretendentes, para analisar discurso, fala e demais atributos.
    Feitos isso, estes candidatos seriam colocados no site para serem selecionados, por votação direta dos filiados, quem seriam os candidatos do partido.

    Porque não seriam aceitos politicos de outros partidos como candidatos?
    - Simplesmente porque não precisariamos deles e segundo, porque iria “queimar o filme”.
    No que está sendo proposto, não há a necessidade de se abrir a porta para os políticos profissionais.

    Porque o politico só poderia se candidatar por dois mandatos?
    - Pra que ele quer ficar mais? Nesse modelo a importância do politico é bem reduzida. Não há a necessidade de se fazer uma carreira politica.

    Quais seriam as “clausulas pétrias” (imutáveis) do estatudo do partido?
    - O partido se chamaria PINTA: Partido da Internet Aberta e teria como ponto base a disseminação da internet para toda a população brasileira, bem como, a democratização dos meios de comunicação.
    - O parlamentar eleito pelo partido tem a obrigação de seguir a votação do partido. Se não o fizer, estará automaticamente expulso;
    - Ninguem pode se candidatar mais do que duas vezes para o mesmo cargo.
    - Todas as contas do partido seriam abertas no site.
    - O partido não aceitaria doação de nenhuma empresas privadas, apenas de pessoas fisicas e limitado ao valor de um salário mínimo.

    Tecnologia para fazer isso tudo…já temos!!!

    abs,
    Giovani"

    Deixo já aqui minha opinião: acho que esse projeto tem pontos muito bons, porém ainda sou um pouco cético em relação ao fim do "político profissional". Existe algo dentro de nós, seres humanos, que precisa da personificação, a pessoa que faz. O projeto com as pessoas nos bastidores é sim importante, porém o ser humano (principalmente os de camadas mais pobres) muitas vezes se deixa levar pelo culto à pessoa, o que pode tornar esse projeto inviável. Mas e vocês, o que acham? 

    (PS: aqui vai o link para quem quiser ler a matéria e o comentário do Giovani)

    http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/o-povo-na-rua-mas-nao-aqui-no-brasil.html



    Escrito por walmir às 10h51
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    ACONTECIMENTOS ALEATÓRIOS

    ACONTECIMENTOS ALEATÓRIOS

    Este agosto de 2011, a par das minhas alegrias pessoais de aniversariante, rima bem desgosto mundo afora. Londres pega fogo em revolta e saques, pavio aceso pela morte de um rapaz. A partir daí as periferias se inflamaram e, de Londres, outras cidades começaram a arder. O que já ocorrera em Paris e lá permanece latente, atravessou o canal.

    Economias periféricas da Europa como Grécia, Portugal, Irlanda ardem há tempos no fogo dos endividados e, agora, Espanha e Itália começam a fumegar.

    Já os EUA foram abalados de forma séria, pela primeira vez em sua história quando uma agência de classificação de risco rebaixou a qualidade de sua economia. Estas agências – são três mais importantes no mundo - agem por conta dos investidores, têm interesses políticos e, antes, só atingiam países periféricos. Agora atingiram o coração do império. Por quê? Talvez os EUA não tenham mais a mesma relevância, embora seja o país mais relevante (econômica, militar e cientificamente) de todo o mundo.  Talvez a idéia de país como um centro autônomo não importe mais. Do outro lado, a China – dita comunista - avisou: tenham juízo e não façam dívidas que não podem pagar. Quem poderia imaginar? O recado que o FMI dava ao terceiro mundo foi dado pelos investidores e pela China ao ex-império.

    É isso.

    Os EUA tornaram-se o ex-império do dia para a noite, embora a noite viesse surgindo em sua economia há vários anos.

    Entre os árabes a revolta nas ruas – chamada de primavera árabe – segue espontânea, sem liderança de religiosos ou de partidos políticos embora caminhe na direção da busca de liberdade.

    Assim, alguns dos bastiões mais fortes do conservadorismo estão pegando fogo: Estados Unidos, Inglaterra e mundo árabe.

    Pode ser que adiante, muito adiante, os historiadores relatem esse tempo como uma ruptura importante, como algo que destroçou o mundo tal como conhecemos agora.

    O que não é bom nem ruim.

    É apenas uma sequência de acontecimentos que, aleatórios, vão se somando e criam as mudanças.

    Algumas são muito profundas.

    ESTE BLOG TEM LADO. FICA À ESQUERDA



    Escrito por walmir às 11h42
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    O GATO E A RAPOSA


    Mino Carta

    O mundo está em crise, as razões estão diante dos nossos olhos, escancaradas. A causa recente remonta a menos de três anos atrás, quando foi declarada a falência do neoliberalismo, criminosa e tresloucada invenção pela qual em vez de produzir bens e serviços o homem passa a fabricar dinheiro.


    A raposa e o gato são os inspiradores do neoliberalismo e muitos entre nós, habitantes do globo terráqueo, somos herdeiros de Pinóquio, capaz de acreditar que moedas são sementes de árvores de florins, sertércios, coroas, dracmas. Se quiserem, dólares, euros, reais. Verificou-se no fim de 2008 que não é bem assim, nem por isso a raposa e o gato sofreram o merecido castigo. Castigo? Nem mesmo foram afastados dos seus postos de comando da especulação desenfreada.


    Já citei neste espaço, e mais de uma vez, o documentário Inside Job, premiado com o Oscar no começo deste ano. Obra-prima do melhor jornalismo, penetra nos gabinetes acarpetados dos senhores do poder de Tio Sam e exibe, instalados na sala dos botões decisivos, a raposa e o gato. Tranquilos, têm explicações para tudo. Impávidos, me arriscaria a dizer.


    Agora a crise recrudesce. Surpresa? Quando Pinóquio chegou ao local em que havia enterrado sua moeda, encontrou um buraco em lugar da árvore sonhada. Só mesmo ele para se espantar. Não é lícito que arregalemos os olhos. Tampouco os senhores do mundo diante de sua própria, irresponsável hipocrisia. Repito, e sublinho: criminosa.


    Falei da causa recente. Há outra, cevada décadas afora, política e social. E por ela somos todos culpados, não somente a raposa, o gato e um boneco de pau. Globalizamos, com empáfia e jactância, os piores defeitos do homem. De um lado, preconceito, ganância, prepotência, crueldade. De outro, a resignação, às vezes ignara, do mais fraco. Globalizamos a lei da selva.


    Leio em La Repubblica o magistral artigo de um dos maiores jornalistas italianos, Eugenio Scalfari, fundador do jornal e, antes dele, do semanário L’Espresso, também chamado como conselheiro, à época da fundação posterior, do El País. Recorda uma entrevista de Enrico Berlinguer, grande figura do comunismo italiano e mundial, realizada há exatos 30 anos.


    Ponto central da entrevista, recorda Scalfari, foi a seguinte frase de Berlinguer: “A questão moral não se exaure no fato de que, em havendo ladrões, corruptos e concussores nas altas esferas da política e da administração, torna-se necessário identificá-los denunciá-los e prendê-los. A questão moral (…) coincide com a ocupação do Estado por parte dos partidos da maioria”. E mais adiante: “A partir do governo, os partidos da maioria ocuparam o Estado e todas as instituições (…) as empresas públicas, as autarquias, os institutos culturais”.


    Na ocasião de uma pergunta incômoda, o líder comunista admitiu que por não ter sido governo, seu partido ganhara uma espécie de salvaguarda ao lhe faltar a oportunidade de roubar. O tempo mostraria que os herdeiros do PCI, atingido o poder, não deixariam de se portar como os demais. Haverá quem diga: eis aí, é também a história do PT, o partido que esqueceu os trabalhadores.


    É e não é, pelo simples fato de que, no meu entendimento, o Brasil não pode ser medido pelo metro do chamado Primeiro Mundo rebaixado a uma ignorada divisão. A questão moral é certamente a origem da crise mundial, o big-bang de um enredo trágico, a decorrer do fracasso dos princípios e dos valores, de sorte a empurrar o planeta no sentido do mais arraigado obscurantismo conservador.


    Vendeu-se a ideia do definitivo enterro da ideologia como se a assertiva não fosse, ela própria, ideológica. Sim, o socialismo real malogrou clamorosamente por ter desaguado em tirania, e, como diz Scalfari, “de esquerda ou de direita, a cor da tirania é postiça”. As esquerdas não lograram sair do atoleiro, a resistência que haviam representado feneceu, os partidos perderam sua razão de ser. A reação é a da negação da política, “reação doentia, anarcoide, exposta a todas as tentações”, define Scalfari.


    O Brasil vive uma ambivalência. A crise não nos exclui, não somos a ilha de prosperidade cantada pelo ditador Geisel quando do primeiro choque do petróleo. Ao mesmo tempo, recomendo observar que não passamos pela Revolução Francesa. Os nossos partidos foram clubes recreativos dos donos do poder, com exceção do PT, que acabou por trair suas premissas. O desequilíbrio social enfim globalizado por aqui é vetusto e endêmico. Donde a diversidade. De todo modo, receio que gatos e raposas continuem a mandar no jogo. Onde quer que os olhos alcancem.



    Escrito por walmir às 23h36
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    QUE A CORTE DE HAIA FIQUE ATENTA

    Aos 63 anos a ministra Ellen Gracie, do Supremo, vai se aposentar.

    Ela poderia ficar até 2018 no cargo, mas está querendo vaga no Tribunal Penal Internacional, das Nações Unidas, que julga crimes contra a Humanidade.

    Como?

    Ela votou com a maioria do tribunal quando anistiaram a Lei da Anistia no Brasil, oras.

    Como é que agora ele vai defender punição de torturadores terríveis pelo mundo afora, como os de Ruanda ou da Sérvia, depois que aqui perdoou o coronel Ustra.

    Aqui também ela escorregou feito sabonete recusando-se a abrir os discos rígidos encontrados com o banqueiro Daniel Dantas, sabe-se lá por qual motivo.

    E agora quer assento na Corte de Haia.

    Ainda bem que foi reprovada no primeiro exame que fez pra lá.

    ESTE BLOG TEM LADO. FICA À ESQUERDA

     



    Escrito por walmir às 14h58
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